Interrupção faz mal à saúde

Interrupcao faz mal à saúde

Interrupção estressa. Hoje em dia – e quem lida com tecnologia sente isto na pele – sofre bastante com interrupções: é e-mail que chega, celular que toca, mensagens instantâneas, telefonemas no meio de um raciocínio, notificações do Whatsapp e das redes sociais, a grande maioria precedida por um alerta sonoro. As vezes, você pode levar até meia hora para conseguir retomar o que estava fazendo. Nos Estados Unidos, as perdas causadas pelas interrupções são estimadas em US$ 588 bilhões por ano.

Uma solução para isto passa por três ações: ter uma boa agenda, fazer um planejamento no mínimo semanal de suas atividades e educar quem está ao seu redor. Costumo iniciar a segunda-feira com a agenda, fazendo o planejamento da semana, já com um olhar na semana seguinte. O Google Calendar tem sido fundamental na organização das minhas agendas profissionais, pessoais, familiares e sócio/culturais. Posso compartilhá-las com quem quiser, é muito fácil de usar e, o mais importante, posso acessá-las de qualquer lugar.

A educação passa pela configuração dos programas – descobri que não tem sentido baixar e-mails de 5 em 5 minutos quando isto, ao invés de ajudar, atrapalha – avisos bem educados (“Por favor, não me interrompa antes das 11h”) e pela própria organização da agenda, determinando horários para responder quem te solicita, seja lá por que meio for. Lembre-se que e-mail é agenda dos outros.

Sei que existem diversos bons calendários e agendas on-line ou off-line por aí e também muita informação sobre gerenciamento do tempo, o que inclui a distribuição sensata de tarefas, definição de metas de curto, médio e longo prazos, priorização das atividades mais importantes e disciplina. Mas cabe a você mesmo a responsabilidade de estabelecer ações para que as interrupções não acabem com sua saúde.