Cérebros acesos geram mais resultados

Uma das principais tarefas do empreendedor, tão importante quanto conhecer as variáveis comerciais, técnicas e financeiras de seu negócio, é contratar pessoas que compreendam a missão e visão do mesmo e colaborem para que o que foi planejado seja executado da melhor forma possível. A pessoa jurídica não é nada sem diversas pessoas físicas trabalhando com o mesmo foco: mover a empresa rumo a resultados positivos através de tarefas cotidianas que compõem o planejamento estratégico da empresa. Mas contratar bem não basta, é preciso acender cérebros.
Uma leitura iluminadora dentro deste tema é Shine – Using Brain Science to Get the Best from Your People, (algo como “Faça Brilhar – Usando a Ciência do Cérebro para obter o Melhor das Pessoas), disponível na Amazon Brasil, mas apenas em inglês.
O segredo para isto, de acordo com o autor e psiquiatra Ned Hallowel, está no cérebro. O empreendedor precisa gerar faíscas que inspirem outras pessoas a executar seus planos, algo que faz parte de um processo simples – constituído de cinco passos – e que pode ser utilizado por todos que gerenciam equipes. São eles:
1. Selecione: coloque as pessoas certas nos lugares certos e dê a elas responsabilidades capazes de fazer com que seus cérebros brilhem.
2. Conecte: fortaleça os laços interpessoais entre os membros da equipe.
3. Brinque: ajude a equipe a soltar a imaginação no trabalho.
4. Progrida: monitore o progresso com interesse sincero e habilite os colaboradores para que superem a pressão rumo ao domínio de suas tarefas.
5. Reconheça: use os incentivos corretos para estimular a lealdade e o desejo das pessoas de atingir a excelência em seu trabalho.
Dentro deste sistema, ações como agradecer as pessoas diariamente, permitir as idiossincrasias inerentes a cada um, controlar os processos ao invés de ser controlado por eles, encorajar e celebrar os “momentos humanos”, elogiar “cara a cara”, evitar julgamentos e termos morais como “bom” ou “ruim”, reconhecer esforços e não somente resultados, tudo isto contribui para que as faíscas gerem motivação, ativando um ciclo virtuoso bom para todas as partes.
Segundo Hallowel, o gerente de equipes excelentes precisa se questionar e responder constantemente a três perguntas sobre cada um de seus colaboradores:
– Ele trabalha em algo que gosta, é bom no que faz ou adiciona valor à organização?
– Ele se sente seguro no trabalho, confortável o suficiente para estar aberto a desafios e está conectado o suficiente a outras pessoas para que se motive a vir trabalhar todos os dias?
– Ele está conectado de forma criativa e é capaz de sentir controle e propriedade sobre o que faz?
“Acender cérebros” é uma tarefa que exige, antes de tudo, um autoconhecimento capaz de transcender egos, em especial o próprio. Não adianta desafiar um funcionário a ir além de sua melhor marca pessoal se não você não se preocupou em, primeiro, colocá-lo no lugar certo, nem maneira de fazê-lo pensar de forma mais criativa se não tiver estabelecido uma conexão pessoal que o faça se sentir seguro em expor suas ideias mais malucas. Mas, além de iluminar o ambiente, é preciso iluminar também o emocional para fazer com que uma pessoa brilhe dentro de sua equipe. A solução para isto é bem simples: sorrir.
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