Escrever é sentir imensamente

carol vila nova

Esta semana entrevistei Carolina Vila Nova, autora de “A Dor de Joana”, “Minha Vida na Alemanha” e da série “Carolina Nua”. Ela já passou pela publicação tradicional e, há pouco tempo, descobriu a Amazon e a autopublicação.

Eldes: “Carol, como você escreve? Como é seu processo criativo?”

Carol: “Geralmente quando sento para escrever é porque eu já pensei bastante sobre algo ou pelo menos senti alguma coisa de forma bem intensa.

Por exemplo, quando escrevi o meu segundo livro, “A dor de Joana”, que é um romance contado em Flashback, eu já sabia como ia acontecer.  Minha imaginação é bastante “adiante”. Eu consigo visualizar e sentir uma história toda na minha cabeça primeiro, para depois passar para tela do computador. É claro que quando sento para escrever, surgem maiores detalhes e algumas coisas mudam, mas como eu disse, tudo começa com uma ideia na minha mente, que acaba se expandido até o final.

Já quando escrevo minhas crônicas, que são bem mais curtas, elas geralmente são baseadas em algum sentimento. Exemplo: recentemente escrevi um texto chamado “Abrindo a porta”, que é sobre o amor que sinto pelo meu filho.

Eldes: “Como é sua rotina de escritora, o seu dia a dia com o ato de escrever e reescrever? Como se disciplina a escrever?”

Carol: “Infelizmente eu ainda não tenho muito tempo para escrever, isto porque trabalho 8 horas por dia como secretária executiva trilíngue numa multinacional. Faço Pós-graduação em “Gestão Estratégica de Pessoas”, a noite, duas vezes por semana. Além disso, tenho minha casa, meu filho e dois gatos pra cuidar (risos).

Eu escrevo mais nos fins de semana ou durante a semana, a noite. Se tenho intervalos no trabalho, escrevo também.

Quando escrevi meu primeiro e segundo livro, não estava trabalhando e me prontifiquei comigo mesma (e na verdade foi um desejo) de escrever todos os dias. O primeiro livro saiu em uma semana, o segundo em mais ou menos duas semanas.

Quando é um livro de um único tema, diferentes das crônicas, eu preciso de mais tempo, e por isso estou em dívida comigo mesma, pois quero muito finalizar meu próximo romance, que está parado pela falta de tempo e não de disciplina.”

Eldes: “Você já tinha submetido livros para editoras antes? Como você descobriu a autopublicação?”

Carol: “Sim. Meu primeiro livro foi publicado através de uma editora em São Paulo, que atendeu quase todas as minhas expectativas. As expectativas que eles não puderam atender foi pela própria limitação da editora, que seria sobre a divulgação do meu livro.

Meu segundo livro foi através de uma editora do Paraná, que não atendeu muitas das minhas expectativas e não acho que foi uma experiência tão boa quanto a primeira.

A partir daí, vi que o site Amazon proporcionava a publicação de forma gratuita e resolvi experimentar.

Juntei minhas crônicas num livro e eu mesma fiz a revisão e diagramação. Em seguida fiz a capa com um aplicativo também disponibilizado pelo site e eu achei que ficou ótimo.

No início só achei ruim, porque alguns leitores não conseguem comprar o livro impresso pelo site amazon.com, pois eles simplesmente não têm afinidade com o idioma inglês. Agora com o amazon.com.br, tenho esperança que os livros sejam logo disponibilizados no site em português.

Terminei meus contratos com as editoras e agora coloquei todos os meus livros no Amazon, que proporciona o mesmo em livro impresso e em e-book.

Demorou uns três meses para começar a vender e eu estava meio chateada, mas logo que começou a vender, eu fiquei muito feliz, pois percebo que se trata de uma divulgação e possibilidade constante.

Eu ainda vendo poucos livros, mas eles já foram para a Espanha, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos, além do Brasil em vários estados.

Eu vejo o Amazon como um grande presente.

Há poucos dias lancei meu último livro “Vamos vida, me surpreenda” também pelo site.

Eu ainda estou no começo, mas gosto da certeza de estar no caminho certo!

Eldes: “Como você promove seus livros?”

Carol: “Antes eu escrevia em quatro sites de comunicação e já recebia muitos acessos, comentários e já ganhei fãs mesmo, nessa trajetória. Mas como eu não recebia nada, além da divulgação, resolvi fazer meu próprio site.

Eu continuo escrevendo o máximo que posso. Às vezes isso significa diariamente, outras, de duas a três vezes por semana. Publico as matérias no meu site e divulgo em grupos de rede social, os quais se interessam por leitura e que também participo. Minhas matérias tem no momento quase 2 mil acessos cada uma e é lida em países como Portugal, Alemanha, Estados Unidos e Japão, além do Brasil. É uma satisfação enorme perceber o quanto tantas pessoas que nunca vi, se identificam e gostam dos meus textos. Eu recebo mensagens, e-mails, comentários e até mesmo desabafos de leitores, que sentem afinidade comigo por causa do que leram. É maravilhoso.

Com pouca regularidade faço lançamento dos meus livros em livrarias ou locais de cultura.

Minha maior divulgação tem sido mesmo através da internet, uma vez que a minha falta de tempo não me permite viajar e participar de eventos como eu gostaria.

Eu acredito que qualquer pessoa pode se tornar um escritor(a). É claro que tem pessoas que nascem com a facilidade e talento de escrever. Mas felizmente este talento também é algo que pode ser desenvolvido. Mas antes de tudo, gosto de dizer o seguinte: um escritor antes de tudo é alguém que sente, e sente intensamente. Antes de se escrever muito, sente-se muito, sofre-se muito, ama-se muito. Alguém que escreve é alguém que sente e não tem medo de mostrar o que sente e o que pensa para o mundo. É alguém que se expõe e se dá para o mesmo.

Website: www.carolinavilanova.com
Facebook: https://www.facebook.com/CarolVNova

Para saber mais sobre autopublicação, acesse www.livrosquevendem.com.br

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