As Mentiras Que Te Contaram Sobre Vender Poesia

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Osho diz que o amor é a única poesia que existe. Todas as outras são apenas um reflexo dele. Mesmo a dor é um caso de amor refletido.

Nisto, eu te pergunto: é possível rimar poesia com dinheiro? Se isto te soa como uma blasfêmia, não leia este post ou leia por sua conta e risco. De qualquer forma, o choro é livre nos comentários.

Vou provocar menos: como fazer para que seu trabalho chegue às mãos do maior número de leitores? Antes de tudo, é preciso parar de dizer aos poetas de amanhã que poesia não vende.

Muitos autores, por sofrerem esta lavagem cerebral em algum ponto de suas existências, insistem em me perguntar se poesia vende. Costumo devolver a pergunta com outra: poesia realmente não vende ou são os poetas que se recusam a criar uma audiência para seus poemas? Como escrever é um processo interno, tudo o que é externo cheira a campo minado.

No entanto, o fato de algo ser repetido exaustivamente não significa que seja verdade, muito pelo contrário. A Terra não é quadrada, nem é o centro do Universo.

Se você não sabe, poesia é um gênero multimilionário, embora você possa ser perdoado por pensar que se trata do primo pobre do mercado literário. É claro que representa uma percentagem muito menor das vendas de livros, mas, ainda assim, poesia é um grande negócio. Não, não me crucifique ainda.

Sendo sincero, poucos poetas no mundo vivem ou viveram apenas de poesia. A grande maioria sempre precisou de outra atividade para pagar as contas. Digo isto porque alguns seres humanos têm um sério problema de expectativas: preferem o futuro ao presente. Acreditam que basta escrever e publicar e logo serão teletransportados automaticamente para uma mansão em uma ilha paradisíaca onde viverão felizes para sempre fazendo versos sobre o mar e as gaivotas.

Realinhe suas expectativas. Jogue a semente, plante, regue, alimente, cuide, pode e você colherá os frutos das suas pequenas ações diárias.

Na verdade, tudo começa com um preconceito enraizado dos próprios autores. Muitos detestam conjugar os verbos “escrever” e “vender” na mesma estrofe.

O pensamento dominante diz que se você vende você não tem sensibilidade. Que artistas que se prezam não se preocupam com comércio. Só generalizações! Uma ladainha de pensamentos limitantes do tipo:

– “Poesia nunca foi comercial”.
– “Poesia é um gênero obscuro”.
– “Poesia é para se ler em papel”.

Sim, o receio também se deve à onipresença. Milhões de pessoas tentam escrever poesia. São poetas amadores que se contentam apenas em tentar capturar emoções na busca de consolo e conforto. Poucos levam a poesia realmente a sério. Acreditam que rentabilidade é prosa. Poetas intolerantes, o que é um paradoxo, costumam espumar com conversas sobre criatividade e dinheiro. Puro preconceito!

Todo gênero literário tem um público cativo. Com as facilidades do marketing digital, ficou mais fácil encontrar quem queira ler o que você escreve.

Manoel de Barros disse que poesia não é para compreender e não que não é para vender. Não seja uma parede de pensamentos anticapitalistas. Seja uma árvore frondosa de belíssimos poemas com galhos que os estendem ao maior número possível de leitores ávidos para aquecer seus corações. Para alcançá-los, é necessário regar com marketing.

Também não basta rabiscar palavras que dançam sobre extremos da emoção ou divagar sobre a eternidade das ameixas e a frugalidade das madeixas. Alguns pré-requisitos são necessários:

  1. Escreva poemas de alta qualidade.
  2. Dê uma prova de que eles são bons permitindo que o público leia amostras antes de comprar seu livro.
  3. Produza um belo livro ou e-book com uma capa caprichada e um título caprichoso.
  4. Cobre preços acessíveis para que o leitor compre por impulso.
  5. Trabalhe ativa e incessantemente para promover seu livro e disponibilize opções de compras online e off-line.

Isto posto, seguem algumas dicas para que você venda mais poesia:

Publique uma série de livros, três ou mais, na Amazon com preço entre R$1,99 e R$5,99.

Crie um blog e uma Fanpage para divulgar seu trabalho.

Crie um canal do Youtube e faça vídeos com leituras de seus poemas. Capriche na produção.

Promova encontros e leituras presenciais. Convide vários poetas.

Invista o mínimo em Ads para, pelo menos, compreender quem é seu leitor ideal. Depois disto, publique poemas abertos e promova posts no seu blog. Coloque links neles para as lojas onde seus livros são vendidos. Convide o leitor a comprar.

Crie uma lista de e-mails de leitores e, a cada novo livro lançado, deixe-os saber primeiro.

Conecte-se com outros poetas para trocar experiências e fazer promoções cruzadas. Você os recomenda. Eles retribuem.

Inscreva-se em concursos e prêmios.

Busque sempre novas formas de promover seus livros.

Enfim…

“Não procure a matéria prima da poesia.
Pois ela surgiu bem antes do mundo, do primeiro intuito.
E se te perguntarem se poesia vende.
Poesia vende e vende muito”.

Completando o poema do Osho: “A poesia pode estar no som, pode estar na pedra, pode estar na arquitetura, mas basicamente esses são todos reflexos do amor, captados em diferentes veículos. Mas a alma da poesia é o amor, e aqueles que vivem o amor são os poetas reais. Eles podem nunca escrever poemas, podem nunca compor uma música, podem nunca fazer algo que normalmente as pessoas consideram como arte, mas aqueles que vivem o amor, que amam completa e totalmente, esses são os poetas reais”.

Apenas viva, crie e venda seus poemas com amor!

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