Usando Elementos Da Própria Vida Para Criar Tramas Irresistíveis – Entrevista Com Will Monteath

Will Monteath, carioca de descendência escocesa e proprietário de uma mente inquieta e divagante, estabeleceu a meta de escrever um livro por ano.

E tem cumprido com rigor e primor.

Além de Eva Marie, sua filha, Will também trouxe ao mundo “Tulipas Azuis”, em 2017, e “O Headhunter que Caçava Sonhos”, em 2018.

E de quebra, ainda publicou dois e-books de contos, o “Dez Contos” e o “Onze Contos”.

O aspirante a mestre cervejeiro se considera mais um dos bilhões de homo sapiens espalhados pelo planeta, que, confuso e sem saber muito bem o que esperar da vida, trata de seguir a manada.

Mas isso não o satisfaz.

O escritor, que hoje vive em Florianópolis, escreve na tentativa de responder algumas perguntas fundamentais, inclusive a principal delas: “Quem é Will Monteath?”

“Entendo que escrever é parte desse processo de autoconhecimento e uma maneira de extravasar ideias que durante anos ficaram incubadas dentro de mim. Como uma cerveja artesanal, elas começam a fermentar e, quando percebo, me ponho a escrever.”, ele explica.

Will nos conta que o primeiro capítulo de “Tulipas Azuis”, sua estreia no mundo literário, foi escrito no bloco de notas do celular em uma noite de insônia, sem muita pretensão de que iria de fato se transformar em um livro publicado um dia.

“Tulipas Azuis” é uma trama irresistível com toques de arte, humor e gastronomia que se desenrola entre os moinhos e canais de Amsterdam.

O romance conta a história de Dolf Van Haarlem, um rabugento pintor holandês que sempre sonhou em viver da sua arte.

Pressionado por sua bela esposa a sair de férias, ele deixa sua galeria sob os cuidados de um recém-contratado vendedor italiano e sua vida muda completamente.

De repente, ele fica rico e ganha prestígio.

Mas não sabe muito bem como lidar com a fama.

Em meio a uma vida tomada por exageros, Dolf tenta superar os conflitos em família e a ambição de um manipulador que passa a ditar as regras de sua carreira.

“O Headhunter que Caçava Sonhos” é uma fantástica viagem por dois universos, o real e o dos sonhos, tendo a cidade de Londres como pano de fundo.

Simon Gambler é um bem-sucedido headhunter de uma empresa multinacional londrina.

Acostumado à rotina de um executivo de sucesso, sua vida muda por completo quando ganha de presente um livro que ensina a controlar e a desfrutar o mundo dos sonhos.

Conforme vai evoluindo na arte do sonho lúcido, Simon acaba conhecendo seu alterego, Bennett, responsável por virar sua vida de ponta-cabeça, envolvendo-o em romances, mistérios, assassinatos e em diversas aventuras com personagens famosos, que vão desde Nelson Mandela até o cantor inglês Morrissey.

Em uma trama eletrizante, ele tenta retomar o controle da situação, distinguir com clareza os dois mundos e solucionar o misterioso assassinato de seu companheiro de trabalho.

E de onde vem tanta inspiração para escrever? – eu lhe pergunto.

Uso elementos da minha vida e de coisas que aprecio. Sempre fui um entusiasta da arte, portanto, “Tulipas Azuis” caminhou para contar a construção da carreira de um pintor e de seus relacionamentos. Como sou um headhunter, essa é minha profissão e principal ocupação, isto me deu a base para escrever o segundo romance. Soma-se a isso elementos como viagens, cervejas, vinhos e culinária e chegamos às misturas que compõem o universo dos meus livros. Cada um dos personagens tem um pouquinho de mim e de pessoas que conheço.

E Will continua…

“Tenho muitas ideias para diálogos, situações e personagens em momentos aleatórios, como durante uma refeição, no banho ou quando estou na cama tentando pegar no sono. Anoto tudo no bloco de notas do celular e depois passo para o arquivo do capítulo em que aquilo poderia ser encaixado. Uso muitas situações familiares ou conversas que escutei como referências para a história. Quando criança, ouvi algumas vezes a história de um tio-avô que, muito sacana, cortava a unha do pé e colocava na massa do bolo que seria servido à família. Sempre achei um absurdo e acho que só consegui superar o “causo” depois que inseri a referência no “Tulipas Azuis”, o que acabou causando divórcio de um dos personagens. Ops! Spoiler detected.

Will conta que seu maior desafio está na divulgação.

“Escrever parece uma tarefa fácil se comparada ao trabalho posterior de marketing.

Ele tem trabalhado – e muito bem, diga-se de passagem – a presença dos dois livros em redes sociais, no Skoob e Goodreads.

“Além disso, venho fazendo contato com os chamados “booktobers, que fazem vídeos resenhando as leituras. Quem procurar por “Tulipas Azuis” no Youtube, certamente encontrará alguns vídeos que ficaram bem legais e que contam detalhes interessantes e impressões sobre o livro.”

O autor diz que acredita muito no poder de execução, de tirar uma ideia da mente e transformá-la em realidade.

O próprio “Tulipas Azuis” é fruto de uma estória que martelou alguns anos na sua cabeça e que resolveu desabrochar.

Com foco e resiliência para não desistir no meio do caminho, o livro veio ao mundo.

“Apesar de clichê, minha dica é: Execute!” – ele complementa.

Você encontra “Tulipas Azuis” e “O Headhunter que Caçava Sonhos” nas versões e-book e papel na Amazon. Além dos e-books de contos, é claro.

Ambos foram lançados pela Casa do Escritor.

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