Os 3 Requisitos da Ficção Científica e da Fantasia

Você já pensou em escrever ficção científica e fantasia?

Você já imaginou se suas previsões se tornarem realidade um dia, como aconteceu com Julio Verne?

Ou criar um mundo novo, com mapas detalhados, como fizeram Tolkien e R.R. Martin?

Neste post, você vai descobrir por que escrever livros que levam os leitores para outros mundos.

Ficção Científica e Fantasia são gêneros extremamente sensíveis sob o ponto de vista da qualidade:

Ou o resultado é muito bom ou uma grande porcaria.

O fato é que a grande maioria das obras destes gêneros se encaixa muito mais no segundo do que no primeiro grupo.

O motivo?

Como as histórias precisam suspender a descrença, ou seja, fazer com que o leitor aceite acontecimentos, muitas vezes absurdos, e mergulhe neles, as tramas precisam ser convincentes.

Caso contrário, é mais provável que virem motivos de deboche.

O leitor não vai te perdoar se sua trama for pobre, se sua história se basear no improvável ou se você, sem mais nem menos, mudar as regras que você mesmo estabeleceu para seu novo mundo.

Muitos autores de ficção científica preocupam-se tanto com as tecnologias, magias e outras “ias” em que baseiam suas histórias que acabam deixando a trama em segundo plano.

Um grande erro.

Mas por que você escreveria um livro de ficção científica? Ou um de fantasia?

Julio Verne ocupa, junto com William Shakespeare e Agatha Christie, o topo da pirâmide dos autores mais traduzidos do mundo.

O pai da ficção científica moderna, além de escritor, deveria também fazer parte de outro grupo: o dos videntes.

Julio foi uma espécie de Nostradamus das tecnologias, um escritor profeta.

Ele previu o submarino elétrico, a transmissão jornalística, a navegação espacial utilizando energia solar, os módulos lunares, a videoconferência, entre outros.

Ele previu, cem anos antes, as viagens espaciais e a ida do homem à Lua.

Segundo sua biografia, ele lia muito e era curiosíssimo, a ponto de entrevistar cientistas e pessoas envolvidas com as novas tendências e tecnologias.

Então, o segredo de Verne não estava em fazer profecias, mas em prestar atenção no mundo ao seu redor e em seus avanços e conversar com as pessoas certas.

Ray Bradbury, autor de Fahrenheit 451, entre outros clássicos, certa vez disse em uma entrevista:

“Imagine se, sessenta anos atrás, no início da minha carreira de escritor, eu tivesse pensado em escrever uma história sobre uma mulher que engolia uma pílula e destruía os dogmas religiosos, da igreja, causando o advento da libertação das mulheres. Esta história provavelmente causaria risos em alguns, mas como se dá dentro do reino do possível, teria sido uma grande ficção científica”.

O que Bradbury e Verne têm em comum?

Eles escreveram livros com os temas mais fantásticos dentro do reino das possibilidades.

Mesmo que sua história se passe em um planeta inventado ou em um mundo que existe apenas em sua cabeça, ela precisa passar ao leitor a sensação de que é possível.

Caso contrário, vai descambar para a descrença crônica.

O gênero também precisa trazer elementos obrigatórios para agradar o leitor aficionado.

É o mesmo caso do Western, onde os leitores aguardam ansiosamente pelos duelos no meio de uma cidadela empoeirada.

Por conta disto, é necessário abordar esses elementos com precaução para não cair nos clichés.

O gênero possui três elementos que são pré-requisitos, independentemente da história se passar em uma galáxia distante, na Terra Média ou em um futuro pós-apocalíptico.

São eles:

Especulação

É impossível escrever um livro de ficção científica ou fantasia sem especular.

E se o homem pudesse viajar ao centro da terra?

E se robôs se tornassem tão humanos que fosse necessário criar uma polícia especial para identificá-los e destruí-los em caso de uma revolta?

E se um guerreiro bárbaro tivesse que enfrentar feitiçaria pesada para libertar uma princesa?

De contatos com alienígenas, passando por sociedades distópicas ou medievais até viagens espaciais através de dobras, a especulação é a chave das histórias do gênero.

Ciência e/ou Magia

O gênero necessita de “invenções” físicas ou metafísicas que atuam de forma benéfica ou maléfica na vida dos personagens, sejam eles humanos, humanoides, alienígenas ou bravos guerreiros de um mundo medieval.

Dos poderes psíquicos à magia, dos artefatos militares ultra-avançados às espadas mais encantadas, o gênero necessita de “algo” além da imaginação.

No entanto, mais do que apenas “tecnologias”, tais invenções ou poderes especiais precisam explorar as potenciais consequências de sua utilização.

Cenários

Histórias de Ficção Científica e Fantasia geralmente acontecem no futuro, em um passado incerto ou em um presente distópico.

O passado e o presente podem ser modificados, o futuro pode ser inventado.

Mesmo que ocorram em um mundo próximo ao real, precisam trazer elementos – personagens, tecnologias ou inovações – que fogem do habitual.

E os cenários são fundamentais para transportar o leitor para fora da realidade a que está acostumado.

De planetas longínquos a cidades suspensas nas nuvens ou devastadas por um apocalipse, o autor precisa fazer com que o leitor se sinta lá.

Por fim, lembre-se sempre de girar pelo mundo das probabilidades.

O improvável é um péssimo ingrediente para obras de qualquer tipo de ficção.

Além de uma trama bem amarrada, você precisa ser capaz de suspender a descrença do leitor em seu Universo alternativo.

E você? Já pensou em escrever ficção científica e fantasia?

Se sim, dá um pulo lá na Amazon e baixe meu livro “Escrevendo Ficção Científica e Fantasia – Como Criar Histórias de Outros Mundos”.

Você vai descobrir…

  • Como ter ideias originais para ciência e magia.
  • Dicas para pesquisar, avaliar tendências e prever o futuro.
  • Como criar protagonistas, antagonistas e coadjuvantes verossímeis e convincentes.
  • Como criar cenários fantásticos.
  • Como desenvolver uma trama que envolva seu leitor.
  • E um jeito fácil de escrever e reescrever sua história.

Quem leu, gostou! Só avaliações 5 estrelas!

Ficção Científica e Fantasia são, respectivamente, o terceiro e quarto gêneros mais vendidos.

Portanto, se você pretende escrever uma história fantástica que se passa neste ou em outros mundos, o caminho é bastante promissor.

Leia mais dicas de escrita aqui no blog ou assista no canal da Casa do Escritor no Youtube.

E caso você já tenha escrito um livro do gênero, fale dele e coloque o link nos comentários deste vídeo.

Um forte abraço e até a próxima!

 

 

 

Um comentário em “Os 3 Requisitos da Ficção Científica e da Fantasia

  1. Obrigado pelas dicas, Eudes!

    Um dia ainda escrevo minha ficção científica 🙂

    Abraço!

    1. Valeu, Lucas!
      Avisa quando lançar!
      Abraço!

  2. Rutty Steinberg 15/04/2019 — 16:49

    Quando escrevi “Sem Hora Marcada” e “Zingara, alma cigana” a ideia era mesclar fantasia com emoções, mas não tinha o conhecimento do que foi exposto aqui por você. Sei que essas informações vão me ajudar no próximo livro, além de tudo que venho aprendendo com seus cursos e livros. Agradeço ter essa oportunidade.

  3. Mario - São Paulo - SP 15/04/2019 — 19:10

    Me desculpe ! Não o conheço. Entretanto acredito que vc faz uma bela confusão: Ficção Científica é uma coisa e Ficção Fantasia é outra. Existem itens fantasiosos na ficção científica? Sim ! Porem na Ficção científica existem bases científicas. Me desculpe mas não me convenceu !!

    1. Dois gêneros distintos e gêmeos: Ficção Científica E Fantasia. E ambos requerem os três elementos: especulação (científica ou fantástica), ciência e/ou magia e cenários fantásticos. Confusão nenhuma.

  4. Antonio Stegues Batista 16/04/2019 — 13:53

    Concordo. História com H maiúsculo se refere a fatos históricos, reais, como História da Humanidade e com h histórias fictícias, como em contos e romances, etc. Homem com H se refere ao ser humano, homem ou mulher e com h, se refere a um indivíduo, homem. Fantasia com F se refere a um gênero literário e fantasia, é imaginação na mente de alguém, por exemplo. Gostei da matéria, embora não me preocupo com esses requisitos quando estou escrevendo. A ideia vem e já vou colocando no papel sem me preocupar se estou escrevendo certo ou errado, se vou agradar ou não. Acho que sou escravo de meus personagens. Algumas vezes começo escrevendo por um caminho e o personagem teima em ir por outro. Aliás, escrevi um conto sobre Viagem no Tempo que publiquei na Amazon, em 2 dias 175 pessoas o leram. Depois da promoção de graça, ninguém comprou. Esse é um fato estranho, um fenômeno. As pessoas gostam de ler de graça, mas não compram mesmo que custe 2,00 reais! Um abraço.

    1. As técnicas de Escrita são ferramentas e, como tais, podem ou não ser utilizadas de acordo com o Instrumentador. O ideal mesmo é quebrar as regras. Mas, no mínimo, elas nos dão mais segurança. Já sobre as promoções gratuitas, elas são técnicas de Marketing que podem ser usadas, mas com cuidado. Para se aprofundar mais nelas, veja http://www.amazonparaescritores.com

  5. Geraldo Maia Santos 16/04/2019 — 14:03

    Estou escrevendo, prrciso de publicação. Alguma editora que nao cobre para publicar?

    1. As tradicionais, mas é como ganhar na loteria. Invista na publicação independente. Você terá que investir um pouco, mas tem mais controle do processo, os royalties são todos seus e não precisa ceder os direitos autorais. Conheça a Casa do Escritor (www.casadoescritor.com.br), que pode te auxiliar nisto. E fuja das editoras de co-publicação, pois vai pagar caro.

    2. Todas cobram. Seja antes ou depois, comendo 90% dos seus royalties.
      A autopublicação é o caminho indicado.

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