5 Atitudes Para Aprimorar a Escrita

Você sabia que aprimorar a escrita é uma ação fundamental para o sucesso?

A primeira estratégia de marketing de um livro não tem nada
a ver com capa, escolha do título, propaganda ou qualquer ação de divulgação.

A primeira estratégia de marketing de um livro reside na própria escrita.

A escrita de um conteúdo transformador, seja por meio de uma
história extremamente criativa e bem contada, seja através da transmissão de uma experiência ou de ensinamentos úteis para o leitor.

Assim, é muito importante que você tenha em mente uma coisa:

Se você deseja ser bem-sucedido como autor ou autora, não
basta apenas escrever.

Você precisa escrever para ajudar, para emocionar, para
mudar o leitor, seja no nível físico, emocional, intelectual ou espiritual.

E como você “muda” seu leitor?

Neste artigo, eu vou te mostrar exatamente como fazer isso.

Por mais que seja propagado por aí, escrever não é um
talento com o qual você nasce.

Trata-se de uma habilidade que você constrói com o tempo.

Ninguém nasce lendo ou escrevendo.

Você aprende a ler.

Você aprende a escrever.

E pode aprimorar ambos, ler cada vez mais e melhor, escrever
cada vez mais e melhor.

Aquele que produz um texto incrível na primeira vez que
escreve, certamente se preparou para isso, mesmo que não tenha feito isso
conscientemente.

Mas é possível também fazer isso de maneira intencional.

E aqui vão cinco atitudes para você aprimorar a escrita.

A primeira delas é…

aprimorar a escrita

1. Defina suas Intenções

A escrita é, antes de tudo, uma forma de comunicação.

Um pedaço de texto pode comunicar uma história, uma ideia, um sentimento ou um raciocínio.

Por isso, a tarefa mais fácil que você pode fazer para escrever melhor é esclarecer a finalidade, o propósito do seu trabalho.

Por que você está escrevendo isso?

Para quem você está escrevendo?

Para qual finalidade?

Entreter, ensinar, informar, vender?

As respostas para essas questões vão influenciar na estrutura e na forma como o texto deve ser escrito.

Se falta estrutura, o leitor se perde.

Se a forma é confusa, o leitor se cansa.

Comecemos pela primeira questão…

Por que você escreve?

Esta pergunta funciona como um motor interno.

Ninguém escreve o que não quer, exceto seja obrigado a fazer isso.

Porém, muito mais do que querer ou não querer, a inspiração precisa mover, ou seja, te dar a motivação necessária para começar e terminar um livro, por exemplo.

Muita gente não termina um livro, porque a razão da escrita não está bem clara.

A segunda questão…

Para quem?

Você precisa se comunicar com a linguagem adequada e também com as expectativas do seu leitor.

Por exemplo, se você escreve ficção, deve saber que cada gênero possui cenas obrigatórias.

É a cena onde o protagonista resolve o que precisa ser resolvido, alcança seu objetivo, derrota quem precisa ser derrotado.

Nas tramas de ação, é a cena em que o protagonista quase se sacrifica para vencer as forças antagônicas.

Luke Skywalker acerta o tiro que destrói a Estrela da Morte.

Harry Potter agarra o Pomo de Ouro.

Frodo atira o anel nas lavas de Mordor.

Nos romances, é quando o casal coloca os pingos nos “Is” antes da reconciliação ou do compromisso, rompe definitivamente ou deixa a relação em aberto, o que é muito usado para manter o interesse em uma série, por exemplo.

No terror, é o momento em que o protagonista consegue, depois de muito esforço e custos, físico e psicológico, superar o monstro.

Na não ficção, é aquele capítulo do livro em que você entrega finalmente a solução ideal que o leitor estava buscando.

Portanto, defina quem é seu leitor ideal e escreva com ele em mente.

Por fim, a terceira questão:

Para qual finalidade?

Antes, é bom ressaltar que existem dois tipos de escritores, os arquitetos e os jardineiros.

O arquiteto é um planejador por natureza.

Vai detalhar tudo antes de começar a escrever o primeiro parágrafo.

Já o jardineiro não gosta muito de planejar.

Gosta de deixar a escrita fluir e ver no que vai dar.

O arquiteto tem mais chances de engessar sua criatividade.

O jardineiro tem mais chances de se perder.

Eu digo que é preciso equilibrar o jardineiro e o arquiteto dentro de você.

Se você não gosta de planejar, que saiba pelo menos em que lugar vai plantar, como vai desenhar o jardim e os vasos.

E se você adora planejar, que dê espaço para a criatividade tomar conta, que use o plano como um guia de onde quer sair e onde quer chegar, mas não fique amarrado a ele.

Você pode perder a chance de descobrir um caminho muito mais interessante.

Embora a melhor maneira de aprender sobre um determinado tipo de escrita seja simplesmente ler muito, aqui vão os tipos mais comuns e suas características.

Você pode escrever para…

Entreter

Eis o objetivo da escrita criativa, da ficção.

Como o nome sugere, a escrita criativa baseia-se em eventos, personagens e cenários imaginados.

E o principal objetivo da escrita para entretenimento é contar uma história ficcional e criativa que ressoe nos leitores.

Por isso, é fundamental aprimorar as técnicas de estruturação, de criação de personagens, cenas, cenários, diálogos.

O julgamento do leitor passa também pelo ritmo, pelo enredo e, fundamentalmente, pela capacidade do escritor em mergulhar o leitor em um mundo imaginário.

E há também o estilo, que difere conforme o formato (romance, conto, crônica, poesia), gênero (por exemplo, fantasia, ficção científica, mistério) e público (adulto, juvenil, infantil).

Você precisa desenvolver um estilo próprio para aprimorar sua escrita criativa e encantar mais leitores.

Você pode escrever para…

Ensinar, Informar

O que usualmente chamamos de não ficção.

A não ficção pode ter três formas: a expositiva, a acadêmica e a criativa.

A escrita expositiva informa, explica ou esclarece um tema de forma clara e objetiva.

Ela apresenta fatos, conceitos, processos ou ideias usando linguagem direta e organizada.

É comumente encontrada em manuais, artigos, textos didáticos e reportagens jornalísticas.

Já a escrita acadêmica é altamente focada em conteúdo e formato.

É um tipo de escrita que requer precisão factual, análises mais profundas e precisas, explicações mediante métodos, opiniões especializadas e referenciadas de terceiros.

O objetivo não é apenas ensinar ou transmitir informações, mas também engajar o leitor e garantir que ele extraia significado do texto.

Por isso, é necessário aprimorar as técnicas de argumentação, de persuasão e de clareza.

Por sua vez, a não ficção criativa usa as técnicas de contar histórias, e os mesmos recursos literários da escrita de ficção, para contar histórias reais.

Você a vê nos ensaios, nas memórias, nas biografias e autobiografias.

Biografias reconstroem a vida de uma pessoa usando narrativas envolventes, diálogos e descrições detalhadas, enquanto autobiografias permitem que o próprio autor conte sua história com intimidade e reflexão pessoal.

Paulo Coelho se tornou um escritor mundialmente bem-sucedido ao transmitir conceitos, que geralmente eram passados em livros de autoajuda, por meio de histórias com começo, meio e fim, escritas em uma linguagem extremamente acessível.

Os críticos literários torceram o nariz, mas eu considero sua estratégia genial.

Por razões óbvias, a não ficção criativa depende menos da construção de um mundo e de uma trama imaginária, e mais da voz autoral, da experiência a ser transmitida.

Por fim, você pode escrever para…

Vender

A escrita de marketing, publicitária ou de vendas, que os americanos chamam de copywriting, ou simplesmente copy, é usada para construir uma imagem de uma marca ou vender um produto, um serviço.

Ela abrange conhecimento de criação de títulos, slogans, de cartas de vendas, descrições de produtos, detalhamento de ofertas e promoções.

Leia:  5 "Artes" Que Escritores Precisam Dominar

O principal objetivo é fornecer informações detalhadas sobre um produto ou serviço para convencer o leitor a comprar o produto ou para reforçar a imagem de uma marca, por exemplo.

É necessário aprimorar o uso das palavras-chave certas para chamar a atenção, dos argumentos corretos para gerar interesse, despertar o desejo e fazer com que o leitor aja ou tome uma decisão de compra.

Trata-se de um tipo de escrita que também precisa levar em conta os anseios e expectativas do destinatário e tende a ser mais conversacional e direta do que a escrita de ficção e não ficção.

Você também pode usar as técnicas da escrita criativa para contar histórias que ajudem a construir a percepção de uma marca, o que se costuma chamar de storytelling, e também para vender um produto ou um serviço.

Após conhecer o meio e a finalidade, e seu conjunto de habilidades relacionadas.

A segunda atitude para aprimorar a escrita é…

aprimorar a escrita

2. Leia e Escreva para Aprimorar a Escrita

Se você deseja dominar, você precisa aprender.

Você já ouviu falar da regra das dez mil horas?

Costuma-se afirmar que para você se destacar verdadeiramente em algo, são necessários 10 anos de dedicação, treinamento e repetição.

Se você quer ter uma base, 3 horas por dia, ou 20 horas por semana, por 10 anos, equivale a 10 mil horas de prática.

Mark Twain dizia que você precisa fazer três coisas para ser um bom escritor:

Escrever, escrever, escrever.

A leitura é o melhor professor de escrita. Ler é imprescindível.

No entanto, como escritor, você precisa aprender a ler como um, ou seja, com o senso crítico ligado.

Ao ler um livro, pense no propósito e tente compreender a forma com que o autor colocou aquilo no papel.

O que ele ou ela usaram, que tornou a história, o artigo, o ensaio, tão bom?

O que poderia ser melhorado?

O que passou do ponto? O que faltou dizer?

Nem sempre será óbvio, mas com tempo e prática, você vai começar a enxergar o emprego das técnicas em ação.

Ajuda muito ler livros sobre técnicas de escrita, especialmente os relacionados ao seu tipo de escrita e gênero literário.

Beba do conhecimento de outros escritores que já passaram pelo que você passa.

Estou cansado de ver histórias sobre escritores que não escrevem.

O cinema e a própria literatura têm contribuído para isso.

É preciso quebrar os estereótipos do escritor fracassado, amargurado, bêbado, pobre e louco.

Você pode muito bem ser um escritor bem-sucedido, feliz, sóbrio, rico e consciente do seu papel no mundo e junto de seus leitores.

O escritor que não escreve é um preguiçoso.

É mais ou menos como o sujeito que espera ganhar na loteria.

Você precisa praticar diariamente, cuidar para que a inspiração te encontre trabalhando, como recomendava Picasso.

Escrever precisa ser um hábito diário.

Também gosto de uma frase do Luís Fernando Veríssimo que diz que…

“A musa do escritor é o prazo”

Se você tem um objetivo vago, seu resultado será vago.

Se você pretende escrever a história de um soldado, capacho de um governo totalitário, que se rebela, o resultado poderá ser um belíssimo livro de ficção científica.

Como aconteceu com Ray Bradbury em Fahrenheit 451.

Determine seus objetivos na escrita e escreva melhor.

Aprender a escrever é mais ou menos como aprender a tocar um instrumento.

Quanto mais você observa e prática, mais claras e fluídas as notas se tornam.

E uma vez que você conhece as notas, você pode tocar junto.

Bom, você já se adequou ao meio e tem uma finalidade, já desenvolveu o hábito de ler e escrever muito.

A terceira atitude para aprimorar a escrita é…

aprimorar a escrita

3. Gerar Ideias e Planejar

A Cabalá, caminho místico do Conhecimento, apresenta quatro passos para alcançar a beleza naquilo que se faz.

Objetivo, compromisso, aprimoramento e perseverança.

Um objetivo pode ser determinado por você mesmo ou por um terceiro, como um professor, um empregador ou um cliente, caso de um freelancer, por exemplo.

Sem objetivo nada acontece.

O fato é que, se você não determina um objetivo próprio na escrita, ou em qualquer área de atuação, provavelmente vai acabar fazendo parte dos objetivos de outras pessoas.

Com um objetivo definido, é preciso se comprometer com ele.

Sem compromisso, você não consegue nem ir à padaria comprar pão.

Estabelecer um compromisso consigo mesmo e com seu livro é o que conduzirá sua jornada do primeiro ao último parágrafo.

Também é necessário aprimorar sua escrita constantemente.

Sem aprimoramento, não há evolução.

É preciso estudar as técnicas de escrita, fazer cursos, participar de encontros com outros escritores, manter-se sempre em uma condição de eterno aprendiz.

O sabe-tudo é um fundamentalista que não sai do mesmo lugar, das mesmas ideias, da mesma receita de bolo.

Também é necessário perseverar.

Sem perseverança, você desiste diante do primeiro obstáculo.

Na escrita, você vai encontrar obstáculos no hábito, no próprio ato de escrever, na edição, produção, na publicação, no marketing, enfim…

Em praticamente todas as etapas, da ideia até a transformar em uma obra palpável e fazê-la chegar até as mãos dos leitores, haverá um ou mais obstáculos que você vai precisar superar.

Richard Bach dizia que

“Um escritor profissional é um amador que não desistiu”.

Costuma-se dizer que a diferença entre um amador e um profissional está no ponto final.

O amador crê que terminou seu trabalho quando coloca o ponto final no livro.

O profissional reconhece que, na verdade, o ponto final no texto é o começo do verdadeiro trabalho.

Mas vamos deixar a parte motivacional e teórica abrangente e partir para a ação específica…

Comece sempre com uma ideia central sólida.

A partir dela, extraia ideias menores e dê um direcionamento para o livro antes de escrever.

E existem diversas maneiras de encontrar uma ideia sólida.

A primeira chama-se…

Pesquisa

Após determinar sobre o que, para quem e de que forma, é necessário se aprofundar no assunto.

Tome cuidado apenas, porque muitos desistem depois da pesquisa, achando que sua ideia já foi escrita, que existem muitos livros sobre um tema.

Se a quantidade e originalidade fossem condições para escrever um livro, ninguém mais escrevia.

O fato é que há sempre espaço, há sempre um novo ângulo, um novo olhar, uma nova forma de contar uma história.

Somos seres divinos e, por isso, criativos por natureza.

Assim, pergunte-se:

O que você já sabe que pode contribuir para o livro?

Como você pode abordar o tema com profundidade e diferenciação?

Que detalhes específicos podem ser incluídos?

O que é necessário pesquisar mais para auxiliar sua jornada?

Trata-se de questões bastante úteis, que ajudarão você a ligar alguns pontos, notar padrões e disrupções, alguns dos quais podem se tornar partes cruciais do seu argumento ou do enredo da sua história.

Em seguida, faça um…

Geração de Ideias

Hora do brainstorm, a famosa tempestade de ideias.

Desenhe, faça um mapa, conecte os pontos, organize suas notas em fichas ou post-its.

Basicamente, faça o seguinte:

Quanto mais ideias, melhor.

Quanto mais sementes você plantar, mais chances você terá de fazer brotar uma grande árvore.

Não existe ideia ruim, absurda ou ambiciosa demais nesta etapa.

Tome nota de todas.

Você pode deixá-la de lado um tempo e redescobrir uma grande ideia nela depois.

Mude de ambiente e de estado mental ocasionalmente.

A mudança estimula a criatividade, novas formas de ver as mesmas coisas.

Se faltar ideia, recicle uma antiga.

O passo seguinte é o…

Leia:  O Que é Autopublicação: Um Guia Prático

Planejamento

O planejamento varia segundo o tipo de escrita.

A escrita criativa requer a compreensão da construção de premissas, sinopses, escaletas, de modelos estruturais, personagens, cenas e cenários.

A escrita acadêmica requer a compreensão das estruturas de argumentação, de persuasão e de conexão entre ideias.

A escrita de vendas requer a compreensão do comportamento humano, dos gatilhos psicológicos, da superação de objeções.

Eu desenvolvi três planejadores que podem ser muito úteis para você nesta etapa.

Se você deseja entreter…

O Fabuloso Planejador de Livros para Autores de Ficção, voltado para a escrita criativa, e que também pode ser usado na não ficção criativa.

Se deseja ensinar ou informar…

O Fantástico Planejador de Livros para Autores de Não Ficção, voltado para a escrita acadêmica, para os livros de negócios, de desenvolvimento pessoal, de livros técnicos.

E se deseja vender…

O Fenomenal Planejador de Lançamentos para Produtores Digitais, voltado para a escrita de marketing, das cartas de vendas, passando por e-mails, anúncios até os roteiros de páginas e vídeos para vender produtos e serviços.

Também desenvolvi um planejador de ficção e não ficção com agentes de IA, disponível no profissaoautor.com

Com a preparação no ponto, você já pode partir para a mão na massa.

E trabalhar a quarta atitude para aprimorar a escrita…

aprimorar a escrita

4. Escrever com o Coração

A primeira escrita exige o comprometimento do coração.

Hemingway dizia que é necessário escrever bêbado e reescrever sóbrio.

Uma metáfora para escrever com o coração e editar com a razão.

A chave para escrever um primeiro draft é deixar fluir e escrever sem olhar para trás nem parar para corrigir ou editar.

A escritora norte-americana Jodi Picoult tem uma frase ótima para te motivar nessa etapa:

“Você sempre pode reescrever uma página ruim.
Você não pode reescrever uma página em branco.”

Evite também o perfeccionismo, a causa de todos os bloqueios e procrastinações que o homem enfrenta desde tempos imemoriais.

Não fique preso em um parágrafo ou em um capítulo, siga em frente e escreva outros.

Einstein dizia que nenhuma mente que não se pode encontrar a solução de um problema, usando a mesma consciência que criou o problema.

É preciso elevar sua consciência.

E isso pode significar dar um tempo e voltar depois, com uma nova abordagem, uma nova ideia, um novo ângulo.

Tenha a certeza de que a chance de reescrever e melhorar virá mais tarde.

Por enquanto, o importante é completar a primeira missão, escrever o livro inteiro.

Eu sei que falar é fácil, mas tenho algumas dicas que podem te ajudar.

Primeiro, evite pensar no livro como o objetivo final neste momento.

Foque em cada capítulo.

Exemplo, coloque-se a meta de escrever um capítulo por período, seja um dia, uma semana, um mês.

Se focar em um capítulo por semana, em dois meses, você terá 8 capítulos.

Eis a importância do planejamento.

Ele mostra todas as pequenas partes de um projeto, que você pode abordar uma a uma, no seu tempo.

Você se cansa menos, reduz a ansiedade e evita os becos sem saída.

Você pode combinar a escrita de um livro com outros exercícios de escrita diários, o que vai te ajudar a aprimorar suas habilidades e também a se inspirar.

Costumo dizer que o prazo ideal é aquele que não te sobrecarregue, nem dê muito espaço para a procrastinação.

Enfim, crie uma rotina de colocar uma peça do grande quebra-cabeça por vez, com determinação adequada ao seu tempo.

Por fim, a quinta atitude para aprimorar a escrita é…

aprimorar a escrita

5. Reescrever com a Razão

A reescrita é uma mistura de adubo e poda.

Você reforça o que precisa ser reforçado e corta o que pode ser cortado.

Aprender a escrever bem tem muito a ver com saber editar.

Veja bem: existem duas etapas de edição.

A reescrita, que é um trabalho de autoedição, é algo que você mesmo faz.

Já a edição profissional, requer os olhos de terceiros, de gente treinada para preparar seu manuscrito e te ajudar no trabalho de adubo e poda.

O Objetivo aqui é falar da primeira edição, a chamada autoedição.

Nenhum primeiro draft estará, e nem deveria estar, pronto para ser publicado.

Tão pouco para ser enviado para um editor profissional, nem mesmo para um revisor.

Você acabar de colocar um ponto final na escrita de um livro e já acionar os profissionais que vão te ajudar a trazê-lo ao mundo não é uma boa atitude.

Você precisa reescrever uma ou mais vezes.

A menos que você seja um gênio da escrita eficiente, sempre haverá inconsistências, problemas estruturais, de continuidade ou de ritmo que você mesmo vai perceber.

Fazer uma ou mais rodadas de reescrita vai ajudar você no aprimoramento da sua obra e a refinar suas ideias.

Vai te ajudar a cortar os excessos e a corrigir as faltas, a dar mais fluidez ao texto.

E você vai enviar um texto muito mais consistente para a edição e revisão profissionais.

As cinco atitudes “definir suas intenções, praticar a leitura e a escrita, procurar ideias e planejar, escrever com o coração, reescrever com a razão” vão ajudar você a se transformar em um escritor melhor, em um escritor que escreve.

E também vão contribuir com a questão proposta no início deste artigo…

Como você transforma seu leitor?

Você transforma seu leitor expandindo sua percepção das coisas, ajudando-o a ser melhor do que era antes de ler o livro, fazendo com que ele sinta emoções que não costuma sentir na realidade.

O livro se torna um campo de experiências seguro para seu crescimento, para seu amadurecimento.

Seja na ficção, na não ficção ou na escrita de vendas, o segredo para a verdadeira transformação está em elevar as consciências do leitor.

Por que as consciências?

Porque você precisa impactá-lo física, emocional, racional e espiritualmente se quiser uma transformação mais efetiva.

Cada leitor possui os quatro cérebros: físico, emocional, racional e espiritual.

Você precisa transformar seu cérebro reptiliano, ligado ao aspecto físico, mostrando para ele que é possível superar uma dor.

Por isso a morte, seja ela física, emocional ou profissional, é um excelente motivador de tramas na ficção.

E saúde, relacionamento e dinheiro, três grandes motivadores dos livros de não ficção.

Repare como esses temas também estão relacionados com a morte física, emocional ou profissional.

Você também precisa transformar o cérebro límbico do seu leitor, que controla seu aspecto emocional, proporcionando-lhe prazer.

A grande maioria das histórias de sucesso é sucesso porque faz o leitor sentir.

Gerar sentimentos distintos, colocar o leitor em uma montanha-russa de emoções, tornará seu livro inesquecível.

Também é necessário transformar o neocórtex, o cérebro racional, aquele que acumula os aprendizados.

Livro algum de não ficção se sobressai se não levar, intelectualmente, o leitor do ponto A, de onde ele deseja sair, ao ponto B, onde ele deseja chegar.

Para ser transformador, é necessário fazer isso de maneira lógica.

O cérebro racional gosta de método, de estrutura.

Um livro confuso é certeza de ir parar na estante da indiferença.

Os livros bem-sucedidos na ficção fazem o leitor pensar, refletir, fazem-no tentar responder às questões dramáticas antes dos personagens.

Por fim, é também preciso transformar o cérebro intuitivo, a sede da criatividade.

Vivemos em busca de dar sentido para as coisas e quando somos surpreendidos por uma virada criativa, uma ideia original, uma maneira diferente de solucionar um problema, experimentamos a transformação.

Escreva e, depois, publique.

E siga pelo caminho da autopublicação, pois é o que mais vai valorizar o seu esforço.

E você? O que faz para aprimorar a escrita?

Me conte nos comentários.

Recomende este artigo:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Livraria

    Conheça os e-Books sobre escrita criativa, escrita analítica e marketing literário de Eldes Saullo.

  • Academia

    Avance 10 anos em sua carreira com treinamentos profundos sobre escrita e marketing literário.

  • Casa do Escritor

    Publique seu livro com a qualidade de uma editora tradicional e as vantagens da publicação independente.

Leia Também...

48-LEIS-DE-PODER-PARA-ESCRITORES
48 Leis de Poder Para Escritores
Conhecimento é poder. Estratégias comprovadas para...
ORIGINALIDADE-ANATOMIA-DE-UM-BESTSELLER
Originalidade - Anatomia de um Best-Seller: Parte 8
Originalidade: Além das habilidades narrativas, o autor...
POR-QUE-VOCE-NAO-ESCREVE
Por Que Você Não Escreve?
Escrever é fácil. Difícil é parar, sentar, respirar,...
plataforma-de-autor-9
9 Componentes de uma Plataforma de Autor
O que levar em conta ao criar uma plataforma de autor...
entrevista-vanessa-syrio-espiritualidade-e-realidade
Amor pelo Brilho nos Olhos do Leitor
A entrevista deste mês é com Vanessa N. Syrio, autora...
com-colocar-um-ebook-gratuito-na-amazon
Como Colocar Seu e-Book Grátis Na Amazon
Você pode ganhar nas vendas de outros livros, produtos...
×