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Anatomia de um Best-Seller: Parte V – Qualidade Literária

Nos quatro primeiros artigos da série “Anatomia de um BestSeller”, abordamos Temas Universais, Enredo, Personagens capazes de se conectar com o leitor, e Ambientação, como ingredientes fundamentais dos livros com poder mercadológico.

No capítulo de hoje, vamos esquadrinhar o quinto item da lista de dez partes capazes de transformar simples histórias em grandes sucessos.

A habilidade do autor em articular pensamentos, descrever cenas e desenvolver diálogos, com ritmo e tom envolventes e fluentes, é um dos pilares das obras que alcançam o Olimpo.

Embora enredos cativantes e personagens bem desenvolvidos sejam vitais, a forma como um autor escreve pode reforçar ou quebrar a conexão do leitor com a história.

Uma escrita de qualidade não apenas transmite informações de forma eficaz, mas também envolve o leitor em um nível emocional e intelectual, elevando a experiência da leitura para algo verdadeiramente memorável.

Dante Alighieri faz uso de descrições detalhadas e de um vocabulário rico para levar o leitor pelas esferas do Inferno, Purgatório e Paraíso, em “A Divina Comédia”, explorando temas de moralidade, justiça e a condição humana.

Joyce, por sua vez, utiliza o monólogo interior, um ponto de vista íntimo, para mergulhar na consciência de seus personagens em “Ulisses”, capturando a complexidade das experiências humanas e as nuances do cotidiano irlandês.

Para tentar alcançar esse nível literário, várias estratégias podem ser empregadas.

Nos últimos 12 anos, como autor e como editor na Casa do Escritor, tenho estudado a fundo as características que fazem com que livros caiam no gosto popular.

Nesta série, trago para você 10 ingredientes que tornam livros inesquecíveis com exemplos e dicas práticas para você aprimorar sua escrita.

O quinto grande aprendizado que quero compartilhar com você é…

“O Caminho Para Um Best-Seller é Pavimentado Pela Maestria na Escrita”

Ítalo Calvino dizia que a escrita é um cavalo que ora trota, ora galopa.

A habilidade de escrever frases que fluem bem umas nas outras e parágrafos que mantêm o leitor engajado pode ser tão importante quanto a trama em si.

E, claro, a originalidade na forma e na estrutura pode adicionar um elemento distintivo que torna a obra única.

Um exemplo de qualidade literária excepcional é “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez.

A habilidade de Márquez em tecer uma narrativa complexa e mágica com uma prosa quase poética é um feito de maestria literária.

Ele cria um mundo e personagens que são, ao mesmo tempo, fantásticos e profundamente humanos, tudo expresso por meio de uma linguagem que é tão linda quanto a história que conta.

Conheça a técnica infalível para escrever histórias poderosas e cativar leitores do início ao fim. Descubra o segredo das quatro páginas cruciais para escrever uma história inesquecível.

Outro exemplo é “Lolita”, de Vladimir Nabokov.

Independentemente de como se possa sentir sobre o tema polêmico, é inegável que Nabokov era um mestre da língua.

Sua prosa intricada e jogos de palavras mostram um nível de habilidade e criatividade raramente visto.

A habilidade do autor na construção das frases permite que uma história transcenda seu enredo e personagens para se tornar uma obra de arte em si.

Enfim, seu livro está todo planejado: tema, premissa, estrutura, personagens delineados, ambientação, escaleta detalhadíssima com sequência e cenas todas especificadas.

Chegou a hora de colocar a imaginação para fluir e trazer a história ao mundo.

Aqui vão 6 dicas para buscar a qualidade no texto literário e amarrar ainda mais seu leitor na cadeira.

1. Crie Imagens Vívidas na Mente do Leitor

Cada autor tem um jeito de escrever.

Mas se você quer se destacar, o estilo da sua prosa é que determinará se o leitor vai agarrar ou largar seu livro.

Uma coisa é certa: se você quer conquistar, precisa gerar imagens e não frases na cabeça dos leitores.

Fiódor Dostoiévski, em “Crime e Castigo”, oferece uma aula magistral em linguagem descritiva.

Ele usa uma profusão de detalhes sensoriais para trazer o mundo conturbado e atormentado de Raskolnikov:

“Na rua fazia um calor terrível e, para completar, o abafamento, o aperto, cal por toda parte, madeira, tijolo, poeira, e aquele peculiar mau cheiro de verão tão conhecido de cada petersburguense sem condição de alugar uma casa de campo – tudo aquilo afetou de modo súbito e desagradável os já abalados nervos do jovem. O cheiro insuportável das tabernas, especialmente numerosas nesta parte da cidade, e os bêbedos, que apareciam a cada instante, apesar de ser dia útil, completavam o colorido repugnante e triste do quadro. Um sentimento do mais profundo asco esboçou-se por um instante nos contornos delicados do jovem.”

Dostoiévski nos imerge em uma viagem labiríntica pelos corredores da mente de Raskolnikov, onde cada pensamento e ação são dissecados, tornando sua agonia palpável para o leitor.

Essa riqueza descritiva torna-se uma ferramenta poderosa para estabelecer tanto o ambiente quanto o tom de uma história.

Mas não é necessário ser prolixo para causar esse impacto.

Ernest Hemingway, em “O Velho e o Mar,” cativa com simplicidade e precisão.

Ele nos apresenta Santiago, seu protagonista, da seguinte forma:

“Era um velho que pescava sozinho num esquife na Corrente do Golfo, e saíra havia já por oitenta e quatro dias sem apanhar um peixe.”

A economia das palavras de Hemingway carrega um peso significativo.

Ele transmite a complexidade através da simplicidade, fazendo com que cada palavra conte.

O resultado é uma narrativa que é tanto elegante quanto profunda, refletindo a simplicidade e a complexidade da condição humana.

Assim, não basta apenas dizer que um personagem está nervoso.

Mostre suas mãos tremendo, sua voz titubeando.

Leia:  O Banquete Criativo ou O Escritor Em Busca Da Originalidade

Utilize metáforas e faça comparações, porque elas têm o poder de criar imagens mentais.

Quando você diz que “o céu parecia um oceano de fogo”, a mente do leitor imediatamente pinta uma imagem dramática.

Quando compara também, pois você remete às experiências do leitor.

Quem nunca sentiu o calor de um dia de verão para não entender que “o amor era como o sol ao meio-dia, inescapável e envolvente”?

Essas ferramentas podem ser usadas para simplificar o entendimento.

Você pode também usá-las para intensificar as emoções em uma cena.

Descrever um personagem cansado e preocupado é uma coisa, mas dizer que “entrou em casa como se condenado à pena de morte”, como faz Dostoiévski, eleva o seu sofrimento a um nível quase épico.

Metáforas e comparações adicionam uma camada de complexidade e beleza à prosa, fazendo com que a experiência de leitura seja não apenas informativa, mas também estética.

2. Reproduza Diálogos Autênticos

Nada desestimula mais um leitor do que um diálogo artificial ou frases que os personagens jamais diriam.

A autenticidade no diálogo é crucial para persuadir o leitor a continuar a leitura.

Um bom diálogo move a trama, revela aos poucos os personagens e informa o leitor.

Além disso, é preciso deixar claro quem está falando e evitar clichês.

Use os diálogos para definir o tom da sua trama.

“Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, por exemplo, apresenta uma teia complexa de relações sociais que são habilmente reveladas por meio de diálogos espirituosos e naturais.

Cada personagem tem uma forma única de se expressar, que vai de acordo com sua condição social e sua personalidade, e cada conversa avança a trama enquanto desvenda os matizes das relações de classe e de gênero da época.

Veja um exemplo extraordinário, já no primeiro diálogo do livro, quando conhecemos o Sr. e a Sra. Bennet e ela tenta envolver seu marido em uma conversa sobre fofocas da vizinhança:

“Meu querido Sr. Bennet”, disse sua esposa para ele um dia, “você ouviu que Netherfield Park finalmente foi alugado?”

Sr. Bennet respondeu que não.

“Mas foi”, ela retornou; “pois a Sra. Long acaba de estar aqui e me contou tudo a respeito.”

Sr. Bennet não deu resposta.

“Você não quer saber quem alugou?”, exclamou sua esposa impacientemente.

“Você quer me contar, e eu não tenho objeção em ouvir.”

Isso foi convite suficiente.

“Bem, meu querido, você deve saber que a Sra. Long disse que Netherfield foi alugado por um jovem de grande fortuna do norte da Inglaterra; ele desceu na segunda-feira numa liteira e quatro para ver o lugar, e ficou tão encantado que concordou imediatamente com o Sr. Morris; ele vai tomar posse antes de São Miguel, e alguns de seus criados estarão na casa no final da próxima semana.”

Conheça a técnica infalível para escrever histórias poderosas e cativar leitores do início ao fim. Descubra o segredo das quatro páginas cruciais para escrever uma história inesquecível.

Em “O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien, os diálogos entre Bilbo e outros personagens são envolventes e refletem as complexidades emocionais de um hobbit inesperadamente arrastado para uma aventura épica.

Além disso, as conversas avançam a trama de forma sutil, sem a necessidade de exposição explícita.

Um belo exemplo, no qual Bilbo Bolseiro está envolvido em um jogo de adivinhas com o sinistro Gollum:

“O que eu tenho no meu bolso?” ele disse em voz alta. Ele estava falando consigo mesmo, mas Gollum pensou que era um enigma e ficou terrivelmente chateado.

“Não é justo! Não é justo!”, ele sibilou. “Não é justo, meu precioso, é, perguntar o que tem nos seus pequenos bolsos sujos?”

Bilbo, vendo o que tinha acontecido e não tendo nada melhor para perguntar, insistiu em sua pergunta.

“O que eu tenho no meu bolso?”, ele disse mais alto.

“S-s-s-s-s”, sibilou Gollum. “Deve nos dar três palpites, meu precioso, três palpites.”

“Muito bem! Adivinhe!”, disse Bilbo.

“Mãos!”, disse Gollum.

“Errado”, disse Bilbo, que por sorte acabara de tirar a mão. “Adivinhe novamente!”

“S-s-s-s-s”, disse Gollum, mais chateado do que nunca.

Já J.D. Salinger, em “O Apanhador no Campo de Centeio”, usa diálogos introspectivos e monólogos internos para explorar as profundezas da mente de seu protagonista, Holden Caulfield.

Com isso, ele aborda temas como isolamento, identidade e a complexidade da adolescência por meio de uma linguagem que é tanto coloquial quanto profunda, um equilíbrio que reflete a própria tensão da história.

3. Varie a Estrutura das Sentenças

Use frases curtas para criar urgência e frases mais longas para detalhes e explicações.

Isso mantém o leitor engajado.

Scott Fitzgerald, em “O Grande Gatsby”, faz uso de uma estrutura de sentenças que se ajusta ao clima de cada cena.

Os momentos de festas e glamour contêm frases curtas e ritmadas, enquanto as reflexões sobre o Sonho Americano são articuladas em sentenças mais longas e ponderadas.

George R.R. Martin é mestre em alternar entre frases curtas durante cenas de ação ou diálogo ágil e frases mais longas para descrições políticas ou cenários complexos.

Seu xará, George Orwell, em “1984”, é hábil em alternar entre frases curtas e diretas para momentos de tensão e conformismo, e frases mais longas e complexas quando explora os intricados mecanismos do Partido e do Big Brother.

Nunca se esqueça de Calvino, do galope e do trote.

4. Defina o Ponto de Vista

O ponto de vista é uma janela pela qual o leitor entra em um mundo novo e desconhecido.

Ele serve como um guia ou um âncora para o leitor, ajudando-o a navegar pela complexidade do seu universo imaginativo.

Leia:  Anatomia de um Best-Seller: Parte VIII – Originalidade

Vejamos, por exemplo, “Moby Dick” de Herman Melville, uma obra-prima da literatura norte-americana.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo personagem Ishmael, e essa escolha nos dá um olhar íntimo e pessoal sobre a obsessão do Capitão Ahab.

O uso da primeira pessoa nos envolve diretamente na caçada à baleia-branca, tornando a narrativa tensa e claustrofóbica.

Em contrapartida, “Guerra e Paz”, de Lev Tolstoi, utiliza uma terceira pessoa onisciente para narrar os destinos interligados de várias famílias durante as Guerras Napoleônicas.

Esta perspectiva em terceira pessoa permite que Tolstoi explore uma ampla gama de experiências e sentimentos, do heroísmo ao desespero, da política à vida familiar, proporcionando uma visão abrangente dos eventos históricos e pessoais.

Já John Steinbeck, em “As Vinhas da Ira”, opta por uma combinação de múltiplas perspectivas.

Ele intercala capítulos narrativos com capítulos descritivos, criando um panorama multifacetado da Grande Depressão nos Estados Unidos.

Isso permite ao leitor compreender tanto o drama humano dos personagens quanto o contexto social e econômico em que estão inseridos.

Enfim, a escolha do ponto de vista, não é apenas estilística, mas também estratégica.

Ela afeta como os leitores vão interagir com o mundo que você criou e, por extensão, como eles vão se envolver com sua história.

5. Escolha Muito Bem as Palavras

O vocabulário escolhido é mais do que simplesmente uma coleção de palavras.

A palavra é a tinta com a qual o escritor pinta seu mundo, seus personagens e suas ideias.

A escolha do vocabulário transforma uma narrativa.

Por isso, o domínio do idioma é crucial.

Em “Ulisses”, James Joyce nos presenteia com uma tapeçaria linguística rica e variada.

Ele emprega uma vasta gama de técnicas literárias, desde monólogos interiores até alusões mitológicas, o que confere à obra uma densidade textual única.

Essa escolha de palavras não é meramente para ostentação.

Ela serve para mergulhar nas complexidades da mente e da vida cotidiana, tornando cada página uma exploração profunda da condição humana.

Umberto Eco emprega um vocabulário erudito e complexo em “O Nome da Rosa”, refletindo o ambiente intelectual e religioso de um mosteiro medieval.

Eco utiliza diálogos profundos e descrições detalhadas para explorar temas como o poder do conhecimento, a natureza do bem e do mal, e os limites da razão humana em um contexto espiritualmente carregado.

Sua escolha lexical não apenas recria a atmosfera da Idade Média, mas também serve para dar profundidade aos seus personagens, tornando-os figuras complexas que desafiam e engajam o leitor, apesar da grande separação temporal e contextual.

Em contrapartida, Harper Lee utiliza um vocabulário simples, mas poderoso em “O Sol é Para Todos”.

Para contar uma história complexa sobre racismo e injustiça social no sul dos Estados Unidos, Lee não usa palavras rebuscadas.

Ela opta por um estilo direto que torna a história acessível.

No entanto, sua simplicidade lexical não subtrai, mas acaba reforçando a potência da mensagem, tornando-a universal e atemporal.

A escolha do vocabulário pode ser um poderoso instrumento narrativo, capaz de acentuar temas, desenvolver personagens e cenários, e até mesmo definir o tom de uma obra inteira.

6. Cuide do Ritmo e do Tom

O ritmo de uma história é determinado pela variação do tamanho de sentenças e parágrafos e também através da pontuação.

O uso de vírgulas, pontos e reticências afeta diretamente o andamento da leitura e, consequentemente, do ritmo.

Já o tom é estabelecido através da escolha do vocabulário, do ponto de vista, dos diálogos e das descrições.

Tom refere-se à “atmosfera” ou “sentimento” que o autor cria através da sua escrita.

Pode ser sério, humorístico, sombrio, otimista, entre outros.

O fato é que ritmo e tom interagem para reforçar a intenção da narrativa.

Um ritmo rápido combinado com um tom sombrio pode criar uma atmosfera de suspense.

Da mesma forma, um ritmo lento com um tom introspectivo pode criar um ambiente de reflexão ou melancolia.

Em “Moby-Dick”, Melville utiliza um ritmo meticuloso misturado a um tom elevado e poético, para abordar temas existenciais e a eterna busca humana.

A densidade de suas sentenças reflete a complexidade dos temas, criando um ambiente intenso e introspectivo.

Já Dostoiévski, em “Crime e Castigo”, cria um ritmo deliberadamente lento, com sentenças longas e complexas que refletem o estado mental tumultuado do protagonista.

O tom sombrio e introspectivo reforça o ambiente de angústia e tensão que permeia a história.

Por outro lado, Jane Austen exibe um ritmo e um tom muito diferentes em “Orgulho e Preconceito”.

O ritmo é mais acelerado, marcado por diálogos espirituosos e observações penetrantes, enquanto o tom tende para o irônico e perspicaz, fazendo com que a leitura seja, ao mesmo tempo, divertida e instigante.

Assim, a qualidade das descrições e diálogos, a escolha de frases e palavras e do ponto de vista, e o domínio consciente do ritmo e do tom não apenas enriquecem sua escrita, mas também permitem que você comunique suas ideias e emoções de forma mais eficaz para o leitor.

É uma dança delicada entre forma e conteúdo, e quando bem executada, o resultado é uma obra verdadeiramente envolvente.

Para dar um reforço em sua escrita, recomendo a leitura desses 10 livros.

No próximo capítulo, a sexta parte desta série, vamos falar de conexão emocional, um ingrediente indispensável na criação de Best-Sellers.

Adoraria ouvir você e sua experiência sobre descrições, diálogos, sentenças, pontos de vista, vocabulário, ritmo e tom na escrita.

Quais livros você considera exemplares em termos de qualidade literária?

Compartilhe suas opiniões nos comentários abaixo.

Sua participação enriquece a conversa e ajuda novos escritores.

Conheça a técnica infalível para escrever histórias poderosas e cativar leitores do início ao fim. Descubra o segredo das quatro páginas cruciais para escrever uma história inesquecível.

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2 comentários em “Anatomia de um Best-Seller: Parte V – Qualidade Literária”

  1. Parabéns Eldes, escreves de forma simples, clara e didática.
    Iniciei meu processo de escrita há pouco tempo e, por isso, ler texto que refletem o ato de escrever de forma consciente é sempre muito bom, pois me faz refletir sobre as minhas escolhas seja as palavras, seja as histórias, personagens e diálogos.

  2. Livros exemplares em termos de qualidade literária: Dom Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes, Macbeth de William Shakespeare, Os Lusíadas de Camões, Dom Casmurro de Machado de Assis, O vermelho e o negro de Stendhal e Fausto de Goethe.

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